senhas

Publicado janeiro 5, 2012 por viviane zandonadi
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às vezes eu não acredito que tenho uma filha. no sobressalto, entendo que é comigo mesmo. ainda assim desacredito, principalmente porque ela é ela. com essa cara, esse olhar e esse jeito. ter um filho, para gente como eu, é mesmo a maior aventura da vida. a maior doideira (im)possível.

***

outro dia, eu arrastava sandálias pela praia de iracema, o calçadão de fortaleza, empurrando o carrinho de uma cearense fofa. agora essa cearense tem oito anos e pega minha filha no colo na escolinha (da minha filha e não a dela). socorro. eu sou uma dessas pessoas abismadas pelo tempo.

***

do calligaris hoje. olha que fino:

“ora, em regra, o que queremos não sai de graça. Num momento de propósitos como o começo do ano, é bom lembrar o seguinte: há várias razões de não conseguirmos realizar nossos desejos; talvez a principal delas seja que, frequentemente, não estamos dispostos a pagar o preço que esses desejos exigem de nós”

daí não dá, né?

***

tchau.

afinidades gastronômicas

Publicado outubro 24, 2011 por viviane zandonadi
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por que o prato do outro é sempre mais gostoso? porque o outro sabe escolher. escolheu você.
aqui

dial

Publicado setembro 16, 2011 por viviane zandonadi
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makes it all come true

cheers

Publicado setembro 14, 2011 por viviane zandonadi
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fizemos um bolo daqueles para a cris, que trabalha aqui em casa e faz aniversário amanhã. não posso comer, então combinamos que a cobertura de brigadeiro só será deitada amanhã, na hora de cantar. preciso comprar velas.

***

fiquei toda montada para sair, mas, daí a logística de montar a bebê e etc. e o frio e a casa gostosa, quentinha e o chá de cidreira e o suco de limão siciliano etc etc etc. desisti.

***

botei um marcador em ‘assim é, se lhe parece’ e voltei a ler noites brancas, para passear por uma história de amor em são petersburgo, que ainda não conheço e agora quando for vou levar minha mini eu.

***

pesquisando um doce francês artesanal. o sul da frança é o lugar mais lindo do mundo. quero viver lá, com quem eu preciso negociar isso? obrigada.

***

um dos meus seriados preferidos de todos os tempos é frasier. e cheers, e uma amiga lembrou que a abertura de cheers é a mais comovente do mundo.

catarina está elegante hoje (estou apaixonada por este adjetivo e precisava usar mais uma vez antes de desligar). cheers.

Publicado setembro 9, 2011 por viviane zandonadi
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alérgica a dipirona. viciada em paracetamol.

leite derramado

Publicado setembro 6, 2011 por viviane zandonadi
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fragmento

nao vou acentuar nem usar cedilhas. sou velha a ponto de ter feito datilografia, mas so vou usar o fura bolo por questao de uma necessaria preguica.

quando eu era assim, pequena, a familia as vezes ocupava uns chales no interior, em um lugar chamado ipero (com agudo no o).

lembro todos os dias da leiteira de aluminio fervendo varias vezes o mesmo leite. um leite gordo que nos chegava toda manha ainda morno, direto da teta da vaca. era muito cedo. as ruazinhas e os matos ainda molhados de orvalho. mas o gostoso era acordar e ficar bocejando isso tudo de dentro daquelas minicasinhas, como aldeia de smurfs, muitas e muitas vezes. tanto sono e tanta paz enquanto a higienizacao do mundo, sustentada pelo aumento da expectativa de vida (ou o contrario), mandava a epoca ferver o leite e matar seus bichos.

febre.

hoje em dia isso ta fora de moda. nao usa mais ferver, porque o calor mata aquilo que a gente precisa absorver. mas eu nao consigo parar. e derramo, derramo. nao consigo porque esqueco o fogao e vou fazer outra coisa enquanto espero, como tomar um yakult na janela pra ver de que jeito se ilumina o dia.

matinee

Publicado setembro 4, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: quatro estações

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manhã de setembro de paul chabas

outono para eles

cabe(ça)ceira cheia

Publicado setembro 4, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: quatro estações

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cabeceira

cabeceira

a luz já mudou. na despedida, o inverno é mais gostoso. ainda tomo choques no cobertorzinho da catarina, por causa do tempo muito seco. mas é a parte mais bonita da estação. céu liso, flores, calorzinho de sol.

de manhã – para mim meio dia é de manhã – caminhei até à puc e tropecei no pau brasil. o pacotinho foi junto e ficou exausta de tanta novidade. apertar os olhinhos para aprender a lidar com a claridade deve cansar. tadica.

como boa mãe, fingi. as mães fingem pensando que é bom para os filhos. os filhos quando envelhecem fingem que não sabem que elas fingem pensando que é bom para elas. e todo mundo se ama, ou não, do mesmo jeito.

pois desta vez fingi que não tenho medo de cachorro. apontei para ela a bolinha de algodão que veio cheirar meu pé enquanto eu sustentava um sorriso cheio de coragem. bolinha de algodão fofinha, filha, olha que lindo ha ha ha. ela olhou com aqueles olhos grandes, que engolem tudo. mas não disse nada, claro. ela sabe.

foi minha primeira vez em um soho, para fazer as unhas. merengue.

nunca vi alguém manicurar tão rápido como aquelas duas. sem amor, muito clichê e alto custo. adoro ver o trabalho das manicures, mas me entristece quando elas não amam. se antes de pintar ela não tira aquela pelezinha que fica sobre a unha e bem perto da curva da cutícula…, ah,  não sabe o que está fazendo. é picaretagem. mas na pressa a picaretagem resolve. concessões. finge de novo, atravessa a rua e volta pra casa.

merengue.

de noite, na cama, li as últimas páginas de liberdade. fim.

na volta, meu quintal. o bebê dormiu. mais tarde entrei no táxi e fui fazer alguma coisa pra mim e, longe dela, pensar em comida, em comida e trabalho, em como fazer quando esse tempo passar. voltei e ela estava aqui esperando. guardei as reflexões na gaveta para outra oportunidade, tirei o livrão tolstoniano da frente e retomei a infância do coetzee.

quero cortar os cabelos outra vez.

meu quintal

meu quintal filtrado

grude

Publicado agosto 30, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: ...

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imã

imã

daqui

sestro sinistro

Publicado agosto 23, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: cinema, livros, no sofá

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lendo liberdade de jonathan franzen, encontrei o sestro. depois ele apareceu em outro lugar. engordando o vocabulário.
lendo também assim é (se lhe parece).
os dois tratam da vida dos outros.
sonhei com um nó na garganta a noite inteira. lembro menos do sonho e mais da angústia.
como disse o outro, nó aperta. laço enfeita.

diário lindo. lindo: http://everyday-i-show.livejournal.com/

sem título

Publicado agosto 6, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: ...

passando uns dias na casa da mãe. o bolinho de arroz da raimunda é melhor do que o bolinho de arroz da josi. fiquei até transtornada. até agora, além do bolinho, ganhou também no tempero da carne para comer em festinha de criança (sabe, aquela que recheia minipãozinho. ela usou iogurte no lugar de creme de leite, ideia da mãe. também fiz cara de como assim, porque achei que iria talhar. mas ficou delicado e muito, muito bom.), no arroz e no bolo de limão. azedinho e aromático.

passar uns dias na casa da mãe com catarina é como se mudar. mas é gostoso e a catarina adora. o rostinho está redondo e as bochechas cor de rosa.

e nada como um dia depois do outro com uma noite no meio.

hoje ouvi chet baker e chorei (I’ve forgotten you just like I should, Of course, I have. Except to hear your name.
Or someone’s laugh that is the same. But I’ve forgotten you just like I should).

tão linda. tão triste.

não li jornal.

em porto alegre, uma louca besta colocou veneno de rato na merenda da escola. e comeu a merenda. melhor assim.

assisti outra vez le due vite di mattia pascal. não que a gente precise de um filme para ter vontade de ir para a itália, mas esse dá muita coceirinha nos pés.

sem querer também vi o mario monicelli silencioso dando tchauzinho sob o sol da toscana. coceirinha e vontade de chorar.

lendo a lentidão e achando, desta vez, milan kundera meio picareta. talvez sim talvez não. ainda é a página 15.

viciada nisso e nisso. e em tirinhos de syntocinon (hohoho)

bicho papão

Publicado julho 29, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora

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Menininha do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão.
Menininha não cresça mais não,
Fique pequenininha na minha canção.
Senhorinha levada, batendo palminha,
Fingindo assustada do bicho-papão.

Menininha, que graça é você,
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque o mundo somente é seu bicho-papão.

Fique assim, fique assim, sempre assim
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.

so taunt me and hurt me, deceive me, desert me

Publicado julho 28, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora

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(des)educação sentimental

Publicado julho 15, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora

the man i love

i’m your man

you know i am no good

why can’t there be love

you don’t own me

by the time(…)

take a look at me know

sombra

Publicado abril 1, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: ..., trilha sonora

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shadows of paris

sombra

(henry mancini/elsie bianchi)

why must we meet | in the shadows of paris
where hardly a star seems to shine | why can’t we meet in the sunlight of paris
where paris can see you’re mine

have you come to me | from another | whose lips you have tried
do you still belong to another
is that why we hide

why am i cold | in the sunlight of paris
where laughter and songs fill the skies | why am i warm in the shadows of paris
when i know that dawn means goodbye

have you come to me from another | whose lips you have tried
do you still belong to another
is that why we hide

why am i cold in the sunlight of paris
where laughter and songs fill the skies
why am i warm in the shadows of paris
when i know that dawn means goodbye

vanish

Publicado março 15, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

how to

how to

 

ah, você é de ninguém

Publicado março 15, 2011 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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uma canção de tom jobim
escolhi para a minha catarina

Olha
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Luiza, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém

Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha, um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera

Olha, que chuva boa, prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa, criadeira

Que molha a terra, que enche o rio, que lava o céu
Que traz o azul

Olha, o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança embaixo do rio de águas calmas

Ahh, você é de ninguém

mappin

Publicado dezembro 19, 2010 por viviane zandonadi
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calvin

sabidinho

tinha uns cinco ou seis anos quando ganhei uma boneca que andava de bicicleta de rodinha (aquela pra gente não cair, sabe?). era como eu, que demorei um milhão de anos para perder o medo.

a mãe deixou o embrulho escondido no armário e, uns dias antes da entrega, nas minhas tradicionais buscas, encontrei o pacote verde do mappin. era enorme – muito maior do que minha imaginação tinha permitido calcular – e lindo e tinha aquele cheiro de papel dobradura.

rasguei em um cantinho, com a certeza de que eles não iam perceber. só queria dormir em paz nos próximos dias, sabendo que ganharia a boneca certa. e fiquei feliz à beça.

era ali, fazendo uma pequena trapaça na surpresa, que eu sentia um prazer secreto e infinito e só meu. meu natal materialista e infantil.

nunca acreditei em papai noel – e não vai aqui nenhuma mágoa. eu curtia pensar no pai e na mãe investigando os nossos desejos e sabia que eles se esforçavam muito para dar o melhor pra gente. isso aí para mim era mesmo o natal, quando pequena. e, durante algum tempo, a tradição incluiu comer coisas gostosas na casa da avó, ouvir os discos dos tios, jogar baralho e voltar.

agora dá um certo mal estar a histeria coletiva.

faço nada. espero passar.

hoje, por exemplo, joguei rouba monte com uma das minhas sobrinhas. e fiquei emocionada por dentro vendo a outra, menor, quietinha no colo do avô, vendo algum desenho rá-tim-bum. eles dois nos extremos e totalmente conectados. será que essa festinha vai se esvaziar para elas também?

***

(por falar em mappin, quando a gente quis fazer violão, o pai bancou. fomos lá comprar os intrumentos nos quais aprenderíamos pouca coisa além de a balada do louco (fomos fracas, eu sei. e ainda nos apaixonamos às escondidas pelo instrutor. uma bagunça). no viaduto do chá, um menino avançou no pescoço da mãe para arrancar a correntinha de ouro em que ela pendurava os filhos. o pai não teve dúvida, desceu o violão novo na cabeça do moleque. não quebrou. e a correntinha foi salva porque caiu dentro da roupa. o garoto fugiu no meio do povo. e a gente foi embora.)

mal secreto

Publicado dezembro 19, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora, Uncategorized

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(jards macalé e waly salomão)

Não choro
Meu segredo é que sou
Rapaz esforçado
Fico parado, calado, quieto
Não corro
Não choro
Não converso
Massacro meu medo
Mascaro minha dor
Já sei sofrer
Não preciso de gente
Que me oriente
Se você me pergunta:
Como vai?
Respondo sempre igual:
Tudo legal
Mas quando você vai embora
Movo meu rosto do espelho
Minha alma chora
Vejo o Rio de Janeiro
Comovo, não saldo, não mudo
Meu sujo olho vermelho
Não fico parado
Não fico calado
Não fico quieto
Corro, choro, converso e tudo mais
Jogo num verso
Intitulado o mal secreto

enjoo geográfico

Publicado dezembro 9, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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eu tenho

(em gigi, a gravidez e as cidades)

latin mood

Publicado novembro 22, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora

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perfidia, na voz dele

mujer si puedes tu con dios hablar | pregúntale si yo alguna vez | te he dejado de adorar
y al mar espejo de mi corazón
las veces qué me ha visto llorar
la perfidia de tu amor
te he buscado donde quiera que yo voy | y no te puedo hallar
para qué quiero otros besos | si tus labios no me quieren ya besar

y tu quien sabe por donde andarás
quien sabe que aventura tendrás
que lejos estás de mi

pecado, na voz do outro

yo no sé si es prohibido | si no tiene perdón
si me lleva al abismo | solo sé que es amor
yo no sé si este amor es pecado que tiene castigo | si es faltar a las leyes honradas
del hombre y de dios | solo sé que aturde la vida
como un torbellino
que me arrastra, me arrastra a tus brazos en ciega passión

e más fuerte que yo | que mi vida, micredo y mi sino
Es más fuerte que todo el respeto | y el temor de dios

aunque sea pecado | te quiero, te quiero lo mismo
y aunque todo me niegue el derecho
me aferro a este amor

(in) memória

Publicado novembro 21, 2010 por viviane zandonadi
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De cacos, de buracos
de hiatos e de vácuos
de elipses, psius
faz-se, desfaz-se, faz-se
uma incorpórea face,
resumo do existido.
 
Apura-se o retrato
na mesma transparência:
eliminando cara
situação e trânsito
subitamente vara
o bloqueio da terra.
 
E chega àquele ponto
onde é tudo moído
no almofariz do ouro:
uma Europa, um museu,
o projetado amar,
o concluso silêncio.
 
(Carlos Drummond de Andrade, Boitempo I, p. 10)
 

by the time

Publicado setembro 14, 2010 por viviane zandonadi
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dicas úteis para uma vida fútil

Publicado setembro 11, 2010 por viviane zandonadi
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um manual para a maldita raça humana

um manual para a maldita raça humana

are you…

Publicado setembro 6, 2010 por viviane zandonadi
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awake

awake?

lost

lost?

smoking, drinking

Publicado setembro 6, 2010 por viviane zandonadi
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never thinking of tomorrow

mais aqui

beauty

Publicado setembro 6, 2010 por viviane zandonadi
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by lesja chernish

one for the road

outra

Publicado setembro 2, 2010 por viviane zandonadi
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mixed emotions, rolling stones

misturinha

Publicado setembro 2, 2010 por viviane zandonadi
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mixed emotions, dinah washington

duck, you sucker

Publicado agosto 13, 2010 por viviane zandonadi
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chon, chon, chon

chon, chon, chon

estações

Publicado agosto 1, 2010 por viviane zandonadi
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no vale do luar

no vale do luar

crooner

Publicado julho 21, 2010 por viviane zandonadi
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raindrops

Publicado julho 20, 2010 por viviane zandonadi
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butch cassidy and sundance kid

raindrops

high as a mountain and deep as a river

Publicado julho 20, 2010 por viviane zandonadi
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cars and races

Publicado julho 20, 2010 por viviane zandonadi
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tchau, chuva

Publicado julho 18, 2010 por viviane zandonadi
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por um triz

Publicado julho 18, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: all of us, poesia, raymond carver, Uncategorized

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hoje, quando acordei para o primeiro dia antes de todos os outros – ou talvez o último, não se sabe -, era domingo de manhã. minha hora preferida. expectativas baixas e meu ritual de olhar pela janela com o café na mão, vasculhando os pensamentos adormecidos por algumas horas. tirando as camadas, dispensando minhocas e lembrando do que acalma e do que atormenta de verdade. é um pouco assim que se acorda quando não está atrasado. acho.

sempre pensamos em quem vai partir primeiro – mente aquele que diz que não pensa nisso, e não estou falando só da morte. estou falando também de levantar e ir embora, de virar a página, de desligar do outro, de agir como quem arruma a mala. essas coisas comuns: complicadas e ao mesmo tempo muito simples.

comecei minha habitual tarefa de escanear os jornais. meu próprio mapa de calor bem frio, hoje, por sinal. umas caras sorridentes, umas que não dizem nada. histórias recorrentes que gritam. ou eu não enxergo mais nada, porque tenho preguiça. no fundo, no fundo, estava pensando em outras coisas. não sei bem.

anyway. daí achei esse raymond carver (1938-1988) imaginando no caderno de cultura da folha. era nele que eu tava pensando? na capa, carver estava dirigindo e bebendo com seu irmão, indo a lugar nenhum, embalado naquele sono interrompido.

para que algo aconteça, está por um triz.

na contra, era isso aqui ó:

MEDO

Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.
Medo de dormir à noite.
Medo de não dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silêncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cães que supostamente não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.
Medo de perfis psicológicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que você partiu.
Medo de não amar e medo de não amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.
Já disse isso.

achei bonito. agora vou fazer um molho de tomate.

te vi

Publicado julho 18, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora, un vestido y un amor, Uncategorized

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Te vi | Juntabas margaritas del mantel
Ya sé que te traté bastante mal
No sé si eras un angel o un rubí
O simplemente te vi.

Te vi | Saliste entre la gente a saludar
Los astros se rieron otra vez
La llave de mandala se quebró
O simplemente te vi.

Todo lo que diga está de más, | Las luces siempre encienden en el alma | Y cuando me pierdo en la ciudad | Vos ya sabés comprender | Es solo un rato no más | Tendría que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba nadie y te vi.

Te vi | Fumabas unos chinos en Madrid
Hay cosas que te ayudan a vivir
No hacías otra cosa que escribir
Y yo simplemente te vi.

Me fui | Me voy de vez en cuando a algún lugar
Ya sé, no te hace gracia este país
Tenías un vestido y un amor
Y yo simplemente te vi.

Todo lo que diga está de más, | Las luces siempre encienden en el alma | Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabés comprender | Es solo un rato no más | Tendría que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba nadie y te vi.

não enche

Publicado julho 17, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: trilha sonora, Uncategorized

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road trip

Publicado julho 17, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: ..., Uncategorized

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eu pinto as unhas, voce arruma as malas. eu e a mantinha. eu e os livros. eu e os filmes. os copos coloridos. sozinha.
faz a barba pela última vez antes de ir. pega o passaporte. ergue as sobrancelhas.
e a gente espera.

pleure qui peut, rit qui veut

Publicado julho 11, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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pleure qui peut, rit qui veut

pleure qui peut, rit qui veut

peut-être

Publicado julho 6, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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breathless

Publicado julho 6, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: acossado, belmondo, no sofá, Uncategorized

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breathless

sem fôlego

jukebox

Publicado julho 6, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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rolinhos

Publicado julho 5, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: ..., Uncategorized

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quando eu era pequena, o pai tinha um fusca verde placa nm 1423. a gente fazia viagens maravilhosas. as curtas eram aos domingos da nossa casa para a casa da vó, onde a gente comia frango assado (com pele, sim) e macarronada, e não percebia todas as idiossincrasias dos mais velhos. nem entendia as brigas. às vezes, nem notava. era tudo daquela cor que aparece nas fotos e mais não se registrava. a gente era criança. a única angústia era na volta. domingo à noite, ouvindo os gols da rodada.

tinha aula no dia seguinte.

o vô sabino jogava buraco sozinho. era ótimo. aprendi com ele e fazia sempre isso em casa. me sentia completa.

a gente também fazia viagens muito mais longas naquele carro. eu não dormia na véspera, fingia. quando fomos para a caverna do diabo, pedi para a mãe enrolar meu cabelo. ela fazia rolinhos e prendia com grampos. eu viajava com os cachos, sempre.

faço rolinhos no cabelo até hoje, mas tenho muito mais informações sobre tudo. talvez eu precise saber. mas, às vezes, acho, é meio chato.

digite o título aqui

Publicado julho 1, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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chockin kind

Publicado julho 1, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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cantada

Publicado julho 1, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: Uncategorized

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robert e clara

Publicado junho 26, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: ..., Uncategorized

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encontro com a loucura

encontro com a loucura

estou pensando em uma história de amor que não é minha.

não sou entendida de música clássica. na verdade, não entendo nada. sou do tipo de conhece as quatro estações por causa da propaganda do vinólia.

mesmo tendo deletado de sua programação peças que eu adorava, como a canção americana, a rádio cultura e seus concertos e aulas de música continuam gravados na memória 5 do rádio do carro. ímpar, como tem de ser quando me toca. foi lá que escutei a história pela primeira vez.

o sujeito é  um músico que me faz parar tudo para ouvir. seja por que falam dele e recontam sua bonita, feliz e triste trajetória, seja por causa da música que, quando sei que foi composta por ele, já fico provocada a encontrar ali o amor profundo que tinha por clara. clara schumann. robert schumann.

o estadao de hoje tem uma reportagem sobre os 200 anos de nascimento do compositor alemão. leia se puder, não encontrei no site, mas deve entrar uma hora dessas. tá na página 5. o título é ‘schumann, por que ninguém fala dele’? e o autor do texto explica: chopin também nasceu em 1810 e acabou monopolizando as efemérides.

mas não é motivo para aborrecimento. schumann era foda.

ele tinha crises de depressão e ao mesmo tempo era do tipo bad boy, que se jogava no cigarro e nas bebidas e criava, criava muito. inspirado. morreu de sífilis, que pegou na boemia (antes de ficar com a clara). deixou-a viúva novinha.

o pai da clara, professor de schumann, chegou a proibir o namoro dos dois. mas depois eles ficaram juntos. foram, do jeito deles,  felizes para sempre até a morte de robert. na verdade, até um pouco antes, acho. eles tiveram filhos, brigaram por causa de trabalho (os dois eram compositores, mas aparentemente também pessoas muito diferentes. iguais, mas diferentes) e, no fim, depois de brigar, amar, aceitar e cuidar ela ficou sozinha com as crianças. trecho:

“viveram um romance arrebatador por uma década. tiveram seis filhos. mas a sífilis que ele contraíra aos 20 anos e outros problemas mentais o levaram a um grave transtorno bipolar. robert atirou-se no reno em pleno inverno, tentando se matar. foi internado em um sanatório onde morreu, dois anos depois, em julho de 1856.” depois de viúva clara sofreu um pouco, mas se deu bem na música.

sabe o que o schumann deu de presente para a clara na véspera do casamento? um buquê de manuscritos de canções. amarrados numa fita de veludo. as flores.

parece simplesmente que os dois acreditaram, tentaram, se amaram, se ferraram juntos. não procuraram a perfeição, foram viver e pronto. mas ele pirou de vez. acho que ela fez o que tinha de fazer: viveu seu amor. não era boba. se amava tanto, sabia. e foi lá ver no que ia dar. aposto que gostou muito e em outras vezes sofreu muito, se descabelou e tudo.

era viva a clara. a clara também era foda.

queria um filme. schumann, clara e o amigo dela. outro compositor que não lembro o nome e que ficou ao lado dela até o fim. ela morreu velhinha, portanto espero que tenha namorado esse amigo também. mas disso eu não sei.

substantivos

Publicado junho 25, 2010 por viviane zandonadi
Categorias: ..., Uncategorized

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não necessariamente nesta ordem

transtorno
trans.tor.no
(ô) sm (der regressiva de transtornar) 1 Ação ou efeito de transtornar. 2 Contrariedade, contratempo, decepção. 3 Prejuízo. 4 Perturbação do juízo. 5 Desarranjo. Pl: transtornos (ô).

prazer2
pra.zer2
sm (lat placere) 1 Alegria, contentamento, júbilo. 2 Deleite, gosto, satisfação, sensação agradável. 3 Boa vontade; agrado. 4 Distração, divertimento. 5 Filos Emoção agradável que resulta da atividade satisfeita. Antôn (acepções 1 e 2): tristeza, dor, aflição. Prazeres físicos: prazeres materiais; gozo sensual.


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